Hoje eu vi seu sorriso, e era engraçado ver que não era aquele que eu sabia que todo mundo conhecia. Será que a gente muda mesmo? Ou serão nossos olhos que passam a enxergar sem a lente colorida do sentimento bonito?
Quando a gente deixa de gostar, ou de ser “gostado”, é estranho. Estranho é o mínimo. Hoje eu te vi, te reconheci, mas você não era o mesmo. É, as lentes foram trocadas, as minhas pelo menos. Você deve ter pensado o mesmo, talvez tenhamos mudado, tenhamos crescido. Ou simplesmente deixamos de ser aquilo que idealizávamos mutuamente, ou seja, nada mudou, apenas a forma de ver e sentir. De ver. E de não sentir mais.
Eu não sei explicar, mas te ver causou o frio estranho na barriga e o susto inesperado. E depois um simples descaso tomou conta, como quando não olhamos para alguém que tropeça repentinamente em nós no meio da pressa.
Bom, não sei. Nos vimos. Não sentimos. E isso é tudo. Aliás, isso não é nada. Nada como o vento quando passa: causa o toque, mas não a diferença.
Escrito em fevereiro ou março/2012
Deito na cama, e o travesseiro traz a tona pensamentos que meses atrás eu não teria.
Hoje me sinto calma, me sinto em paz. O preço que paguei? Pareceu muito caro a princípio, mas hoje vejo que a saudade vale muito mais do que perpetuar um caminho sem futuro. Melhor saudade do que não estava sendo bom do que a continuidade do que teria sido pior. Almas salvas… De um jeito ou de outro o erro era fato. Finalmente.
Hoje existe um coração que bate no acaso, no descaso mesmo. Sem expectativas, sem ilusões, sem medo do futuro. Existem certas coisas que eu sei que vão mudar, mas que nesse momento insisto: não vão se repetir. Talvez porque eu não queira, talvez porque não seja hora. Mas eu decidi que essa hora está distante e sigo bem assim, sem esperar nada dali ou daqui.
Eles dizem por aí que essa história de “amor da sua vida” existe, que a gente só “ama uma vez”. Será mesmo? E se a gente gastou essa cota, de que sentimentos alimentamos o futuro com outro alguém? Acho que esse conhecimento popular está meio enganado. Amor tem por aí de monte, só não estou com vontade de encontrá-lo.
Dizem por aí que me tornei racional por ter sido muito passional. Eles estão certos. Mas se é preciso errar pra aprender a fazer o certo… Bom, mais um “moral da história” para mim.
Agora eu vivo de amanhãs incertos… E jamais achei que me sentiria tão confortável assim. Talvez muitas coisas tenham me deixado paranóica, e ao descobrir a liberdade eu senti a delícia de me ver só. Só com um mundo todo para provar.
Uma hora sei que vou cansar disso, pois não é da minha natureza viver preza a incertezas. Na hora que tiver que ser, vou olhar para trás e agradecer a todos os personagens que estiveram nesse “hoje” incrível que estou vivendo. Espero que essa tal hora demore a chegar, porque viver de “momentos” está, definitivamente, bom demais.
(via suckmeboys)
Mais um “achado” que escrevi, meus desabafos… Hoje relembro os motivos de ter pressa e dou risada… Sinceramente, hoje eu desejo que o tempo siga mais devagar…engraçado como a gente muda…
A minha pressa acontece com prece. A minha pressa de viver…
Hoje meu corpo está aqui, mas a mente já está tempos à frente. Por que adiantar a agonia? Não sei, tenho pressa de comer a vida, e, antecipadamente, tenho indigestão por sofrer com “possiblidades”. Estou olhando a vida pela janela com vontade de pular e ir para o lado de fora, já estou virando a esquina de uma rua onde ainda não entrei.
Eu caminho querendo correr, mas o tempo segura as minhas mãos, tentando me mostrar que devo seguir o curso natural dos acontecimentos, tentando mostrar que devo encarar com mais serenidade o fato de viver o presente. O presente não me satisfaz, o presente não mata a minha fome, mas leva na direção do prato principal. Então por que a pressa?
Me diga então como manter a calma?
Eu fico pensando no que ainda viverei, e o que vivo hoje parece só uma obrigação a cumprir.
Preciso parar com essa pressa inútil…Rasgar as folhas do calendário não vai me levar até onde quero, adiantar os ponteiros não fará o relógio tocar os dias mais rapidamente, apertar o “avançar” me levará até o final do filme, mas a história que me leva até ele tem que acontecer… Preciso viver agora, porque lá na frente só terei as conseqüências, mas como ter paciência?
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!
06/02/2009… Da janela do 14º andar, insistia em escrever devaneios…E vou registrá-lo aqui, antes que se perca no meio da bagunça do meu e-mail rs…
Toda hora tem uma vida acontecendo, tem alguém aparecendo, tem quem desapareça também… O dia nasce, do alto da janela eu olho janelas que olham do alto também. Creio que ao menos uma vez alguém, perdido nos pensamentos em alguma dessas janelas, tenha olhado para a minha vidraça e perguntando o que eu estava fazendo. As janelas permitem esse flerte, as janelas poligâmicas nos deixam ver muito mais do que uma só.
Vizinhança de vidraça, vizinhança de concreto. Tem gente que aparece, tem gente que desaparece por trás das paredes, e a vidraça-janela se torna meu cinema urbano.
Lá embaixo eu vejo ruas contínuas, ruas que se cruzam. Passantes que não olham para cima, porque nada enxergariam além de edifícios sem importância. Mas eu estou aqui em cima, e olho os passantes como se fossem pessoas sem importância. É uma sensação recíproca, uma mutualidade do descaso entre seres que só se importam com a altura em que se encontram.
A cidade traz inspiração sobre coisas estranhas, a feiúra se torna tão característica que vira um aspecto a ser abordado. O céu continua azul, mas os olhos os urbanos enxergam o “azul-poluição”, azul esse que pensamos ser de um céu limpo. A cidade distorce nosso estado fisiológico, o ar que nos parece puro aos pulmões, o sol que parece aquecer, mas que na verdade ferve e causa distúrbios, o nervosismo que só evolui diante de um estado crítico, a tentativa de manter a calma… A cidade nunca teve culpa, sabe-se bem que tudo é causado pelas mãos que a constroem.
Things like that kills me
(Source: junior-vale, via semi-principe)
“…Hoje existe uma luta árdua pela superação, pelo aprendizado, pelo amadurecimento, e pelo desejo sincero de que ambos sejam felizes, cada um da sua maneira. Cada um com o seu caminho. E que assim seja. Ao menos independente ela se tornou, ela entendeu que ninguém precisa do outro. Hoje ela acredita que as pessoas não se completam, mas se complementam. Somos completos quando nos sentimos plenos dentro de nós mesmos.”
Fragmento de um texto que apaguei.
Nesta fase o modo correto para enfrentar a situação é intervir de forma decisiva. Não é mais o momento de esconder o problema ou de evitá-lo. Para reequilibrar tudo é preciso restabelecer a justiça, utilize todos os meios à sua disposição: a perseverança o premiará.
Siga com seu propósito, mesmo quando parecer que nada dará certo :)